Instalação e manutenção

Solução de problemas comuns: não liga, não aparece na rede, disco não monta

Quando o servidor some, a tentação é mexer em tudo ao mesmo tempo. Diagnóstico bom é o contrário: começar pelo sintoma, testar uma causa de cada vez, da mais simples para a mais complexa, e anotar. Este guia é um roteiro por sintoma para os oito problemas que mais acontecem em servidores domésticos, com o que verificar em cada etapa e quando parar e pedir ajuda.

Intermediário 14 min de leitura Atualizado em 20 de outubro de 2026
Para quem é
Quem tem um servidor montado e, em algum momento, vai abrir este guia com pressa. Vale ler uma vez com calma antes disso.
Pré-requisitos
Conceitos essenciais: IP, portas, serviços, cliente e servidor.
Você vai sair sabendo
Separar problema de hardware, de boot, de rede, de disco e de serviço; os comandos de verificação de cada um; e o que nunca fazer com um disco que contém dados.

O método: um sintoma, uma causa por vez

Um servidor é uma cadeia: energia, placa-mãe, disco de sistema, sistema operacional, rede, serviços. Quando algo falha, o sintoma aparece no fim da cadeia ("a pasta não abre"), mas a causa pode estar em qualquer elo antes. O método é perguntar, elo por elo, "este aqui está funcionando?", começando pelo que é mais barato de testar. Antes de trocar qualquer peça ou reinstalar qualquer coisa, pergunte: o que mudou? Atualização, queda de energia, cabo mexido, disco novo, configuração alterada. Se você mantém o diário sugerido em Rotina de manutenção, a resposta costuma estar lá.

Árvore de diagnóstico por sintoma A partir da pergunta inicial, o servidor liga?, a árvore se ramifica: se não liga, verificar energia; se liga, dá boot?; se não, verificar ordem de boot e disco de sistema; se dá boot, responde ao ping?; se não, verificar cabo, IP e DHCP; se responde, o serviço funciona?; se não, verificar o serviço, permissões e firewall. Cada ramo aponta para a seção correspondente. Liga? (luzes, ventoinha) Dá boot? (tela de login) Responde ao ping? O serviço funciona? sim sim sim Energia: tomada, cabo, fonte, botão, bipes seção "Não liga" Ordem de boot, disco de sistema, SATA, GRUB seção "Liga, mas não dá boot" Cabo, LED, IP atual, DHCP, firewall seções "Não aparece na rede" e "pelo nome" Serviço parado, disco não montado, permissões seções "Disco" e "Compartilhamento" não não não não "lento" e "desliga sozinho" são sintomas transversais: temperatura, fonte, disco e rede entram em todos os níveis
Desça a coluna da esquerda até a primeira resposta "não". A causa está naquele nível ou antes dele, nunca depois.
Disco com dados: copiar antes de "consertar"

Se o problema envolve um disco que contém arquivos sem backup, a primeira ação não é reparar, e sim copiar o que ainda dá para ler para outro disco. Ferramentas de reparo de sistema de arquivos (fsck, chkdsk), reinstalações e formatações podem transformar um disco parcialmente legível em um disco vazio. Cada tentativa de reparo em um disco com defeito físico também o desgasta mais. Copie primeiro, repare depois, e se o disco faz ruído ou some do sistema, desligue-o e considere um serviço de recuperação antes de qualquer outra coisa.

Não liga

Nenhuma luz, nenhuma ventoinha, nenhum som ao apertar o botão. Quase sempre é energia, e quase sempre é algo barato.

  1. Tomada e caboTeste a tomada com outro aparelho. Troque o cabo de força por um que você sabe que funciona (o de um monitor serve). Confira a chave 110/220 V atrás da fonte, se existir, e o interruptor da própria fonte, que pode ter sido desligado sem querer.
  2. BotãoBotões de gabinete velho falham. Desconecte os dois pinos do botão de liga na placa-mãe (marcados PWR_SW ou similar no manual) e encoste uma chave de fenda neles por um segundo. Se ligar, o problema é o botão.
  3. FonteSe a ventoinha da fonte não gira nem por um instante, a fonte é a suspeita principal. Fontes de PC antigo falham com o tempo e, em notebooks, o carregador. Se houver uma fonte de outro computador para testar, é o teste mais direto; se não, um técnico faz em minutos.
  4. Bipes e luzesSe liga mas apita ou pisca uma luz da placa-mãe sem mostrar imagem, a placa está dizendo o que falta: sequências de bipes significam memória, placa de vídeo ou processador, e o manual da placa (ou o site do fabricante) traduz. Reencaixar os pentes de memória resolve uma parte surpreendente desses casos.

Liga, mas não dá boot

Ventoinhas giram, há imagem, mas o sistema não chega ao login: fica em uma mensagem como "No bootable device", "Operating system not found", ou em um prompt do GRUB.

  1. Ordem de bootEntre no firmware (Del ou F2 na maioria) e confira se o disco de sistema está na lista e em primeiro. Pilhas de placa-mãe gastas fazem o firmware "esquecer" a configuração a cada desligamento; se o relógio da BIOS também está errado, troque a pilha (CR2032).
  2. O disco aparece?Ainda no firmware, veja se o disco de sistema é detectado. Se não aparece, desligue, abra e reencaixe o cabo SATA e o cabo de energia do disco nas duas pontas; troque o cabo SATA por outro se tiver. Discos que somem e voltam são um sinal clássico de cabo ruim ou de disco começando a falhar.
  3. GRUBSe aparece "grub rescue" ou um menu do GRUB que não avança, o carregador do sistema foi danificado, muitas vezes por uma instalação de outro sistema no mesmo computador ou por um desligamento no meio de uma atualização. O conserto é feito a partir de um pendrive de instalação, com o modo de recuperação; é um procedimento conhecido, documentado na wiki do Ubuntu, que vale fazer com calma e não é motivo para reinstalar.
  4. Boot interrompido com mensagensSe o sistema começa a carregar e para com erros sobre um disco ou partição (como "A start job is running for /dev/disk/by-uuid"), o problema costuma ser um disco de dados listado no fstab que não está mais disponível. Veja a seção sobre disco que não monta: a opção nofail evita que um disco de dados ausente trave o boot inteiro.

Não aparece na rede

O servidor dá boot (ou você acredita que sim, já que está sem monitor), mas o SSH e os compartilhamentos não respondem. A pergunta central é: ele responde ao ping?

  1. Cabo e LEDOlhe a porta de rede do servidor e a do roteador ou switch: as luzes acesas ou piscando indicam conexão física ("link"). Sem luz, o cabo está solto, rompido ou a porta falhou; troque o cabo e a porta. Os motivos de o cabo ser melhor que Wi-Fi estão em Cabo ou Wi-Fi.
  2. Qual é o IP agora?Abra a página do roteador e procure a lista de dispositivos conectados (nomes variam: "DHCP clients", "Dispositivos", "Mapa da rede"). Se o servidor está lá com outro endereço, o roteador trocou o IP: conecte pelo novo e faça a reserva de endereço, descrita em IP fixo, DHCP e reserva de endereço. Se não está na lista, o servidor não chegou a pedir endereço: provavelmente não deu boot ou a rede não subiu.
  3. PingDo seu computador, ping 192.168.0.25 (com o endereço do servidor). Resposta significa que o sistema está de pé e a rede funciona; o problema é no serviço (SSH parado, firewall). Sem resposta e com o IP correto, conecte monitor e teclado e confira no próprio servidor com ip -brief address se a interface tem endereço e está "UP".
  4. FirewallNo Ubuntu Server, o firewall ufw vem desativado por padrão, mas se você o ativou sem liberar o SSH, ele bloqueia tudo. No servidor, sudo ufw status mostra as regras; sudo ufw allow ssh libera a porta 22 na rede. Lembre-se de que ping respondendo e porta bloqueada são compatíveis: o firewall deixa o ping passar e barra a porta.

Responde pelo IP, mas não pelo nome

Se ssh [email protected] funciona e ssh maria@servidor ou \\servidor não, o problema não é o servidor: é a resolução de nomes. Há dois mecanismos em casa e eles falham de formas diferentes. O mDNS resolve nomes terminados em .local (servidor.local) sem configuração, mas depende de o serviço estar ativo no servidor (avahi-daemon no Linux) e de o cliente suportá-lo (Windows 10 e 11 e macOS suportam; algumas TVs, não). O DNS do roteador resolve o nome puro (servidor) apenas se o roteador registrar os nomes dos clientes DHCP, o que nem todo modelo faz. Teste primeiro com ping servidor.local; se funcionar, o problema é só o nome curto. As soluções, do arquivo hosts ao Pi-hole, estão em DNS local e nomes de dispositivos.

Disco não monta

O servidor funciona, mas a pasta de dados está vazia ou o compartilhamento mostra um disco sem conteúdo. Isso significa que o sistema de arquivos do disco de dados não foi "montado" (conectado à árvore de pastas), e a pasta que você vê é o ponto de montagem vazio.

  1. O disco está presente?
    Terminal
    lsblk -f
    Lista todos os discos, suas partições, o tipo de sistema de arquivos, o UUID e onde estão montados. Se o disco de dados não aparece na lista, o problema é físico ou de cabo (volte à seção de boot). Se aparece sem nada na coluna "MOUNTPOINT", ele existe mas não foi montado.
  2. O que o sistema disse sobre ele?
    Terminal
    sudo dmesg | grep -iE "sd[a-z]|error|fail" | tail -n 30
    journalctl -b | grep -iE "mount|fstab" | tail -n 20
    O dmesg é o registro do kernel, onde aparecem erros de leitura de disco (I/O error, UNC, reset). Erros assim indicam disco ou cabo com defeito: pare e aplique a regra do aviso no início do guia. O journalctl mostra se a montagem automática falhou e por quê.
  3. Tentar montar manualmente
    Terminal
    sudo mount -a
    Monta tudo o que está no /etc/fstab e mostra o erro se algo falhar. As mensagens mais comuns: "wrong fs type, bad option, bad superblock" (sistema de arquivos corrompido ou tipo errado no fstab) e "can't find UUID" (o disco foi trocado ou o UUID no fstab está errado; confira com o lsblk -f).
  4. Conferir o fstab e usar nofail
    Arquivo /etc/fstab
    UUID=xxxxxxxx-xxxx-xxxx-xxxx-xxxxxxxxxxxx  /mnt/dados  ext4  defaults,nofail  0  2
    Cada linha diz o que montar (pelo UUID, que não muda ao trocar de porta), onde, com que tipo e opções. A opção nofail é importante em casa: sem ela, um disco de dados ausente (um HD USB que alguém desconectou) trava o boot inteiro esperando por ele. Com ela, o sistema sobe sem o disco e você resolve com calma. Edite com sudo nano /etc/fstab, faça uma cópia antes e teste com sudo mount -a antes de reiniciar.

Compartilhamento não abre

O servidor responde, o disco está montado, mas o Windows diz que não encontra o caminho ou nega o acesso. Vá na ordem:

  1. O serviço está de pé?No servidor, systemctl status smbd (Samba) deve mostrar "active (running)". Se não, sudo systemctl restart smbd e leia os erros com journalctl -u smbd -b. Erro de sintaxe no smb.conf é frequente após uma edição; testparm valida o arquivo.
  2. Pelo IP ou pelo nome?Tente \\192.168.0.25\familia. Se abre pelo IP e não pelo nome, é o problema de nomes da seção anterior, não do compartilhamento.
  3. Usuário e senhaO usuário do compartilhamento é um usuário do Samba (criado com smbpasswd -a) ou do OMV, não necessariamente o usuário do SSH. No Windows, credenciais antigas ficam guardadas no Gerenciador de Credenciais e podem estar erradas: remova a entrada do servidor lá e tente de novo. O guia Compartilhar arquivos na rede com SMB e Samba detalha usuários e permissões.
  4. Permissões no discoAcesso permitido mas gravação negada é permissão de pasta no Linux: ls -ld /mnt/dados/familia mostra o dono e as permissões. Se o dono não é o usuário do Samba (ou um grupo ao qual ele pertence), ajuste com sudo chown e sudo chmod, com cuidado, apenas nas pastas compartilhadas.
  5. SMB1 e o firewall do WindowsO Windows 10 e 11 desativam o protocolo SMB1, antigo e inseguro, e com razão. Se o servidor estiver configurado só para SMB1 (configuração antiga do Samba ou NAS muito velho), o Windows não o enxerga; a solução é ativar SMB2 ou superior no servidor, nunca ligar o SMB1 no Windows. Do lado do cliente, o firewall do Windows em redes marcadas como "Pública" bloqueia descoberta de rede: marque a rede de casa como "Privada".

Está lento

"Lento" é um sintoma com muitas causas, então meça antes de concluir. Copiar um arquivo grande para o servidor e observar a velocidade é o teste mais útil: em rede gigabit por cabo, ordens de grandeza de dezenas a pouco mais de cem megabytes por segundo são típicas; no Wi-Fi, muito menos e com variação. Em seguida, elimine suspeitos na ordem:

  • Wi-Fi em algum ponto. Servidor ou cliente no Wi-Fi explica a maior parte das reclamações. Teste com os dois no cabo.
  • Disco cheio. Sistemas de arquivos acima de 90% ficam lentos para gravar. df -h responde.
  • Disco SMR. Muitos HDs de consumo usam gravação SMR, que fica muito lenta em gravações grandes e contínuas (como o primeiro backup) depois que o cache interno enche. É uma característica do disco, não um defeito; o guia HD ou SSD explica como identificar.
  • Processador ocupado. htop mostra o que está consumindo CPU. Transcodificação de vídeo, verificação de backup ou um contêiner descontrolado aparecem no topo. docker stats detalha por contêiner.
  • Memória esgotada. free -h: se a linha "Swap" tem uso alto e "available" está perto de zero, o sistema está trocando memória para o disco, o que deixa tudo lento. Reduza serviços ou adicione memória.
  • Disco falhando. Um disco com setores ruins fica lento antes de falhar, porque tenta reler cada setor várias vezes. Erros no dmesg e atributos SMART piorando confirmam; veja Saúde dos discos.

Desliga ou reinicia sozinho

Desligamentos sem comando têm, na prática, duas famílias de causa: temperatura e energia. Processadores desligam o computador por proteção quando atingem o limite térmico; o padrão típico é desligar sob carga (durante um backup, uma transcodificação) e funcionar bem em repouso. Verifique com sensors enquanto força trabalho, limpe a poeira e confira se a ventoinha do processador gira; em máquinas antigas, a pasta térmica seca é a causa, tratada em Limpeza, pasta térmica e preparação física.

Do lado da energia, uma fonte envelhecida ou de potência insuficiente desliga a máquina em picos de consumo, como quando vários discos giram ao mesmo tempo. Quedas e oscilações da rede elétrica também reiniciam o servidor; journalctl --list-boots mostra a lista de boots com data e hora, e last -x shutdown reboot indica se os desligamentos foram comandados ou abruptos. Reinícios sem registro de desligamento, em horários de chuva ou de chuveiro ligado, apontam para a rede elétrica, e a resposta é um nobreak, que também protege os discos. Se nada disso explica, memória com defeito é a próxima suspeita: o teste de memória disponível no menu de boot do pendrive de instalação roda por algumas horas e diz se há erros.

Sintoma, causas mais prováveis e como verificar
SintomaCausas mais prováveis (em ordem)Verificação
Não ligaTomada ou cabo; botão; fonte; memória mal encaixadaOutro cabo; curto nos pinos do botão; fonte de teste; bipes da placa
Liga, não dá bootOrdem de boot perdida (pilha); disco não detectado (cabo SATA); GRUB danificado; fstab sem nofailFirmware; reencaixar cabos; modo de recuperação do pendrive
Não aparece na redeCabo ou porta; IP mudou; não deu boot; firewallLED de link; lista do roteador; ping; ufw status
Só pelo IP, não pelo nomemDNS inativo; roteador não registra nomes; cliente sem suporteping servidor.local; configurar DNS local
Disco não montaDisco ausente ou cabo; UUID errado no fstab; sistema de arquivos corrompidolsblk -f; dmesg; mount -a
Compartilhamento não abreServiço parado; nome; credencial errada; permissão de pasta; SMB1; rede "Pública" no Windowssystemctl status smbd; testar pelo IP; ls -ld
LentoWi-Fi; disco cheio; SMR; CPU ocupada; memória esgotada; disco falhandoTeste de cópia no cabo; df -h; htop; free -h; SMART
Desliga sozinhoTemperatura; fonte fraca; rede elétrica; memóriasensors sob carga; journalctl --list-boots; teste de memória
Quando parar e pedir ajuda

Três sinais indicam que o próximo passo não é mais o seu: disco que faz ruído de clique ou raspagem; cheiro de queimado ou componente visivelmente inchado na placa ou na fonte; e qualquer situação em que o próximo teste implique risco a dados sem backup. Nesses casos, desligue e procure um técnico ou um serviço de recuperação de dados. Insistir custa mais caro do que a consulta.

Erros comuns ao diagnosticar

Reinstalar o sistema como primeira tentativa

Reinstalar apaga a evidência do que aconteceu e, se o problema é de hardware ou de disco, ele volta em dias. Reinstalar é a última etapa, depois de confirmar que o hardware está bom e que os dados estão copiados.

Rodar fsck ou chkdsk no disco de dados antes de copiar

Ferramentas de reparo escrevem no disco. Em um disco com defeito físico, isso pode destruir o que ainda estava legível. Copie primeiro, em outro disco, o máximo que conseguir; só então repare, se ainda fizer sentido.

Mudar várias coisas de uma vez

Trocar o cabo, mudar o IP e reiniciar o roteador no mesmo gesto resolve o problema sem dizer qual era a causa, e ela volta. Mude uma coisa, teste, anote, e só então mude a próxima.

Ligar o SMB1 no Windows para "resolver" o compartilhamento

O SMB1 foi desativado por ter falhas graves usadas por ransomware. Se o servidor só fala SMB1, atualize o servidor (o Samba atual usa SMB2 e SMB3 por padrão) ou substitua o equipamento, em vez de abrir a porta no cliente.

Ignorar erros intermitentes "porque passou"

Um disco que sumiu uma vez e voltou, um reinício inexplicado, um erro de I/O isolado no dmesg: são os avisos que antecedem a falha definitiva. Anote no diário, verifique o SMART e confira o backup enquanto ainda há tempo.

Testar com o cliente no Wi-Fi e culpar o servidor

Metade dos "servidor lento" e dos "compartilhamento cai" é o notebook no Wi-Fi fraco. Antes de mexer no servidor, repita o teste com o cliente no cabo, ou pelo menos ao lado do roteador.

Glossário deste guia

POST
O autoteste que a placa-mãe faz ao ligar. Bipes e luzes nessa fase indicam qual componente falhou.
GRUB
O carregador de boot do Linux: o programa que o firmware chama para iniciar o sistema. Pode ser reparado a partir de um pendrive de instalação.
Ping
Comando que envia um sinal a um endereço e espera resposta. Serve para saber se uma máquina está viva na rede.
mDNS
Mecanismo que resolve nomes terminados em .local na rede de casa sem servidor DNS.
Montar
Conectar um sistema de arquivos a uma pasta da árvore do sistema. Um disco presente mas não montado parece vazio.
fstab
O arquivo /etc/fstab, que lista o que deve ser montado automaticamente no boot, onde e com que opções.
UUID
Identificador único de um sistema de arquivos. Usado no fstab para que a montagem não dependa da porta em que o disco está.
SMR
Tecnologia de gravação de alguns HDs que fica muito lenta em gravações grandes e contínuas.

Checklist: antes de mexer

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Próximos passos

Problema resolvido, o passo seguinte é fazer com que ele não volte: rotina, atenção aos discos e um endereço que não muda. Leia nesta ordem:

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Fontes e leituras complementares

  • Canonical, Ubuntu Server documentation: rede, firewall (ufw), Samba e recuperação do sistema.
  • Arch Linux, fstab: referência do arquivo fstab, incluindo identificação por UUID e a opção nofail.
  • Samba, projeto Samba: documentação do servidor SMB usado no Linux e das versões de protocolo suportadas.
  • smartmontools, site oficial: leitura de SMART para confirmar suspeitas de disco com defeito.

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